Dando novamente uma pausa nas matérias sobre estilos de lutas. O nutricionista Rodolfo Peres responde uma pergunta muito comum: "Treino musculação e lutas no mesmo dia, oque fazer com a minha dieta e suplementação?":
É cada vez mais comum encontrarmos praticantes de luta que complementam seus treinos com musculação visando otimizar a performance; e também praticantes de musculação que complementam seus treinos com luta, devido ao prazer que estas atividades proporcionam e/ou visando aumentar o gasto energético.
Algumas pessoas possuem a condição de intercalarem um treino de luta com um treino de musculação, evitando a prática das duas modalidades no mesmo dia, mas em muitos casos, principalmente em se tratando de atletas competitivos, acaba sendo inevitável a realização das duas atividades no mesmo dia.
Sem dúvida, nessas condições, o processo recuperativo é de extrema importância, sendo que a nutrição exerce papel fundamental neste aspecto. A periodização logicamente é fundamental, sendo que quando temos um intervalo de pelo menos 6 horas entre a atividade acessória e a atividade principal (que variará de acordo com cada indivíduo e seus objetivos), o processo é facilitado, mas muitas vezes temos que trabalhar de acordo com a disponibilidade de horário do indivíduo.
Algumas considerações gerais devem ser respeitadas na dieta, como por exemplo, garantir um ótimo aporte de nutrientes antioxidantes (vitamina C, vitamina E, selênio, bioflavonóides, ácido alpha-lipóico, etc); uma adequada alimentação/suplementação pré e pós treino; além de manter uma alimentação adequada ao longo do dia, respeitando um fracionamento adequado entre as refeições.
No dia a dia de prática clínica trabalhando constantemente com pessoas nessas condições, sempre observo algumas dúvidas similares entre os atletas/esportistas, as quais tentaremos elucidar neste artigo com algumas dicas.
1º treino no período da manhã e 2º treino no período da tarde
Essa seria uma ótima configuração, especialmente se os dois treinos mantiverem um espaço temporal de 6 horas entre eles. Desta forma, conseguiríamos 1 ou 2 refeições antes do 1º treino e outras 2 ou 3 refeições entre os treinos. A suplementação sugerida seria aquela específica para as atividades.
* Exemplo qualitativo de suplementação para um indivíduo não atleta com treinamento de intensidade moderada
Primeiro treino (musculação com duração de 40 minutos)
Logo antes: Maltodextrina + whey protein com água
Durante o treino: apenas água
Imediatamente após o treino: whey protein + dextrose + creatina com água
Segundo treino (luta com duração de 90 minutos)
Logo antes: repositor energético rico em eletrólitos com água
Durante o treino: respositor energético rico em eletrólitos com água
Imediatamente após o treino: repositor energético rico em eletrólitos + whey protein com água
1º treino logo cedo e 2º treino no fim da noite
Nesse caso, o atleta deveria se preocupar com a ingestão de carboidratos logo depois do treino da noite (além da suplementação pós-treino), visando não acordar com as reservas de glicogênio totalmente depletadas. Antes do treino logo pela manhã, deve-se objetivar uma alimentação rica em carboidratos e proteínas de rápida absorção. O uso de maltodextrina (em atividades com duração inferior a 1 hora); ou um repositor energético rico em eletrólitos (em atividades com duração superior a 1 hora) seria recomendado neste 1º treino. Após os 2 treinos, a suplementação (no mínimo) com proteína e carboidrato de rápida absorção (whey protein e dextrose) teria grande auxílio no processo recuperativo. Lembrando que esses suplementos sempre deveriam ser dissolvidos em água visando acelerar a velocidade de absorção.
* Exemplo qualitativo de suplementação para um indivíduo atleta com treinamento de intensidade elevada
Primeiro treino (luta com duração de 120 minutos)
30 minutos antes: arginina AKG
Logo antes: repositor energético rico em eletrólitos BCAAS com água
Durante o treino: repositor energético rico em eletrólitos com água
Imediatamente após o treino: whey protein + repositor energético rico em eletrólitos + BCAAS + creatina + glutamina com água
Segundo treino (musculação com duração de 50 minutos)
30 minutos antes: arginina AKG
Logo antes: maltodextrina + whey protein + BCAAS com água
Durante o treino: somente água
Imediatamente após o treino: dextrose + whey protein + glutamina + BCAAS + creatina com água
Os 2 treinos em sequência
Esta é a configuração mais comum para aqueles indivíduos que não possuem a disponibilidade de tempo para irem até a academia duas vezes no mesmo dia. Neste caso, a nutrição exerce papel fundamental para garantir a performance, principalmente na segunda atividade. Novamente, a suplementação alimentar é de grande valia, pois precisamos fornecer nutrientes sem proporcionar um retardo no processo digestivo, o que atrapalharia em grande magnitude a performance. Já antes do primeiro treino, recomendaria o uso de algum repositor energético rico em eletrólitos (considerando que o tempo total em atividade física será superior a 1 hora). Entre as atividades, uma suplementação novamente com um repositor energético rico em eletrólitos, associado com uma proteína de rápida absorção (whey protein) é uma ótima ideia visando manter os níveis de glicogênio e evitar o catabolismo e queda na performance. No término do segundo treinamento, uma suplementação imediatamente após com proteína de rápida absorção (whey protein) associada de carboidratos de rápida absorção (dextrose) se faz necessária visando otimizar o processo recuperativo, pensando inclusive já no treinamento do dia seguinte.
* Exemplo qualitativo de suplementação para um indivíduo não atleta com treinamento de intensidade moderada
Primeiro treino (luta com duração de 60 minutos) seguido pelo segundo treino (musculação com duração de 40 minutos)
Logo antes do 1º treino: repositor energético rico em eletrólitos + BCAAS com água
Durante o 1º treino: repositor energético rico em eletrólitos com água
Entre os treinos: respositor energético rico em eletrólitos + whey protein + BCAAS com água
Durante o 2º treino: somente água
Imediatamente após o 2º treino: whey protein + dextrose + creatina + glutamina + BCAAS com água
Vale lembrar que assim como em qualquer outro aspecto, a individualidade biológica deve ser considerada. Os exemplos acima expostos servem apenas como uma direção e não devem ser vistos como uma prescrição. Não existe receita ou regra que se aplique para todos! Um programa nutricional totalmente direcionado para as necessidades de cada indivíduo e seu respectivo treinamento deve sempre ser elaborado pelo seu nutricionista esportivo.
Nutricionista Rodolfo Peres
sexta-feira, 17 de junho de 2011
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Lutas: Kali
O Kali teve sua origem nas Filipinas há mais de 1500 anos. O desenvolvimento dessa arte sofreu influência de outros povos, como os hindus, chineses, indonésios e espanhóis. Hoje em dia ainda é ensinado para as tropas filipinas como meio eficiente de defesa e ataque.O iniciante em Kali, primeiramente aprende a utilizar armas como bastões e facas. E somente depois aprende a luta desarmada. Em outros estilos geralmente ocorre o inverso.
O ensino das técnicas básicas é tradicionalmente simplificado. Com um tempo limitado para ensinar, somente as técnicas que se provaram eficazes em batalha e que podiam ser ensinadas em massa sobreviveram ao tempo. Isto permitiu que habitantes de vilas, que geralmente não eram soldados, se protegessem de outras vilas, bem como de invasores estrangeiros. A filosofia da simplicidade persiste até hoje, e é a base das artes marciais filipinas.
Devido a essa metodologia,o Kali é erroneamente considerado arte de luta "simples". No entanto, esta simplicidade refere-se somente a sua sistemática, não a sua eficácia. Ao contrário, por trás dessas técnicas básicas, reside uma estrutura bastante complexa e refinada de técnicas, as quais leva-se anos para dominar completamente.
Devido a essa metodologia,o Kali é erroneamente considerado arte de luta "simples". No entanto, esta simplicidade refere-se somente a sua sistemática, não a sua eficácia. Ao contrário, por trás dessas técnicas básicas, reside uma estrutura bastante complexa e refinada de técnicas, as quais leva-se anos para dominar completamente.
Praticantes dessas artes são notadamente reconhecidos por sua habilidade em lutar com armas ou desarmados intercaladamente. A maior parte dos sistemas incluem lutas com uma grande variedade de armas, combates em pé, chaves e projeções, e quaisquer outras técnicas necessárias para complementar o treino de um guerreiro nos velhos tempos das lutas tribais. Talvez, o único grande campo ao qual não foi dada a devida atenção, tanto no passado, quanto atualmente, seja o das lutas em cooperação. Existia um sistema filipino de primeiros socorros, cura e medicina herbal que era tradicionalmente ensinado paralelamente à eskrima, mas desapareceu com o passar dos anos.
De todas as armas citadas anteriormente, algumas delas possuem variações exclusivas para serem utilizadas na prática do kali, tais como a kerambit, o barung e o canivete butterfly, um tipo de faca muito peculiar, que passou a ser característico da eskrima moderna.
O rattan, madeira derivada do bambu, muito facilmente encontrado nas Filipinas, é o material mais utilizado na fabricação de bastões e varas de treino. São resistentes e têm boa durabilidade, leves, e com boa resistência ao fogo. São quebrados somente sob situações extremas, e não soltam lascas como outras madeiras, sendo assim ferramentas seguras de treino. Este aspecto também os tornam úteis na defesa contra lâminas.Vale a pena observar que o kali foi usado em vários filmes: Identidade Bourne, Supremacia Bourne, Ultimato Bourne, Blade, Caçado, Força em Alerta, Duna, Operação Dragão e Jogo da Morte.
Fonte:RuiNelson, Kombato e Wiki
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Suplementos Alimentares – Por que precisamos deles?
Aproveitando a pausa que fizemos nas matérias sobre lutas, hoje falaremos sobre Suplementos Alimentares.
Quem pode usar suplemento? Somente atletas devem utilizá-los?
Muitas pessoas têm dúvidas quanto a isso. De fato, existem produtos associados diretamente à atividade física devido a seus efeitos ergogênicos, tais como: creatina e/ou cafeína. Mas a maioria dos suplementos alimentares, como os pós protéicos e/ou refeições líquidas, na verdade, se consiste em uma forma mais prática no consumo de nutrientes importantes para nossa saúde. Podemos até ousar em dizer que grande parte dos suplementos poderiam ser classificados como alimentos em pó.
Uma pessoa, mesmo que sedentária, não poderia fazer uma refeição líquida rica em proteínas, adequada em carboidratos e pobre em gorduras, como uma prática opção de lanche da tarde? Muito melhor do que a usual coxinha com refrigerante ou do que o pão francês com mortadela com refrigerante, não é mesmo? Um idoso que apresenta dificuldade na obtenção de proteína por meio da dieta, devido à dificuldade no processo de mastigação, não poderia enriquecer uma ou duas refeições do seu dia com proteína em pó? Ou precisa ser atleta para isso? Melhor um adolescente levar uma barra protéica para o colégio ou comer um salgado de salsicha acompanhado de suco artificial cheio de açúcar?
Vários suplementos podem ser utilizados para complementar a alimentação, fornecendo uma maior gama de nutrientes com grande praticidade. Em nosso dia-a-dia repleto de obrigações, fica muito difícil se ter à disposição alimentos frescos nos horários exatos.
Como assim? Como podemos dizer que suplementos são alimentos em pó! O alimento não é natural e os suplementos são “artificiais”?
Vamos pensar um pouco na nossa história, tomando como exemplo um alimento comumente encontrado em nossas refeições: o milho.
Um campo cultivado com milho, ou com qualquer outro produto agrícola, é tão manufaturado ou fabricado pelo homem quanto um suplemento. O milho é o resultado da propagação, pelos seres humanos, de uma série de mutações genéticas aleatórias que o transformaram de uma simples erva num estranho e gigantesco mutante que não pode mais sobreviver na natureza sozinho. O milho é descendente do teosinto, um capim silvestre nativo na região do México. As duas plantas parecem muito diferentes, porém, algumas mutações genéticas foram suficientes para transformar uma na outra. Hoje, para que o pé de milho cresça, os grãos devem ser manualmente separados do sabugo e plantados a uma distância suficiente uns dos outros – algo que somente seres humanos podem fazer. O porquê de tudo isso? Simplesmente para melhorar sua conveniência, o mesmo processo hoje feito com os suplementos alimentares.
Essa explicação também é válida para o arroz e o trigo, só para citar outros alimentos que não são “naturalmente” encontrados na natureza.
Por mais que gostemos de pensar na agricultura como uma atividade natural, há 10 mil anos ela era uma estranha inovação. Para caçadores/coletores da Idade da Pedra, campos cuidadosamente cultivadosseria uma visão inusitada.
O cultivo de terras é um projeto tão tecnológico quanto biológico. E no grande plano da existência humana, as plantações agrícolas são invenções muito recentes. Se os 150 mil anos de existência dos seres humanos modernos fossem transformados em uma hora, somente nos últimos quatro minutos e meio eles teriam começado a adotar a agricultura, e ela só teria se tornado o meio dominante de subsistência no último minuto e meio. A troca operada pela humanidade entre a procura de alimentos e a lavoura, de um meio natural para um meio tecnológico de produção de alimentos, foi recente e repentina. Os seres humanos primitivos subsistiam de plantas coletadas e de animais caçados na natureza.
Outro exemplo clássico são as cenouras.
Não são “naturais”?
Originalmente, apareciam nas cores púrpura, branca e amarela. A cenoura laranja, que é hoje sinónimo de “cenoura”, foi desenvolvida na Holanda, tributo ao príncipe Guilherme I de Orange (“orange" = "laranja"), pasmem vocês.
Portanto, para muitas pessoas, quando se fala em suplemento alimentar, parece que estamos falando de algo medicamentoso, específico e que deve ser usado com grande cuidado. Mas a maioria dos suplementos alimentares é tão “natural” quanto o milho ou a cenoura.
Ao meu ver, assim como nos Estados Unidos, produtos como whey protein, caseína, maltodextrina, mix protéicos, refeições líquidas, deveriam ser vendidos em supermercados, nas conveniências dos postos de gasolina, lanchonetes, ou seja, estar à disposição de toda a população.
O suplemento alimentar não é algo tão complexo quanto parece. Ele pode ser a solução para vários erros alimentares de diversas pessoas, inclusive para quem não pratica atividade física. Como exemplo, podemos citar o RX Pro da Probiótica, no qual quatro medidas do produto equivale a aproximadamente 100 gramas de batata doce e 200 gramas de peito de frango. Ou ainda, podemos citar a albumina em pó, na qual uma colher de sopa equivale a quatro claras de ovos.
Do outro lado da moeda, temos aqueles indivíduos que acreditam no suplemento como algo milagroso, que irá proporcionar um físico maravilhoso dentro de dias, o que não é verdade.
Lembrando que de nada adianta ter a disposição os melhores suplementos se não existe informação para seu uso. Consulte sempre um nutricionista a fim de obter as informações necessárias quanto à adequação de uma eventual suplementação na sua rotina dentro de suas reais necessidades.
Nutricionista Rodolfo Peres.
Quem pode usar suplemento? Somente atletas devem utilizá-los?
Muitas pessoas têm dúvidas quanto a isso. De fato, existem produtos associados diretamente à atividade física devido a seus efeitos ergogênicos, tais como: creatina e/ou cafeína. Mas a maioria dos suplementos alimentares, como os pós protéicos e/ou refeições líquidas, na verdade, se consiste em uma forma mais prática no consumo de nutrientes importantes para nossa saúde. Podemos até ousar em dizer que grande parte dos suplementos poderiam ser classificados como alimentos em pó.
Uma pessoa, mesmo que sedentária, não poderia fazer uma refeição líquida rica em proteínas, adequada em carboidratos e pobre em gorduras, como uma prática opção de lanche da tarde? Muito melhor do que a usual coxinha com refrigerante ou do que o pão francês com mortadela com refrigerante, não é mesmo? Um idoso que apresenta dificuldade na obtenção de proteína por meio da dieta, devido à dificuldade no processo de mastigação, não poderia enriquecer uma ou duas refeições do seu dia com proteína em pó? Ou precisa ser atleta para isso? Melhor um adolescente levar uma barra protéica para o colégio ou comer um salgado de salsicha acompanhado de suco artificial cheio de açúcar?
Vários suplementos podem ser utilizados para complementar a alimentação, fornecendo uma maior gama de nutrientes com grande praticidade. Em nosso dia-a-dia repleto de obrigações, fica muito difícil se ter à disposição alimentos frescos nos horários exatos.
Como assim? Como podemos dizer que suplementos são alimentos em pó! O alimento não é natural e os suplementos são “artificiais”?
Vamos pensar um pouco na nossa história, tomando como exemplo um alimento comumente encontrado em nossas refeições: o milho.
Um campo cultivado com milho, ou com qualquer outro produto agrícola, é tão manufaturado ou fabricado pelo homem quanto um suplemento. O milho é o resultado da propagação, pelos seres humanos, de uma série de mutações genéticas aleatórias que o transformaram de uma simples erva num estranho e gigantesco mutante que não pode mais sobreviver na natureza sozinho. O milho é descendente do teosinto, um capim silvestre nativo na região do México. As duas plantas parecem muito diferentes, porém, algumas mutações genéticas foram suficientes para transformar uma na outra. Hoje, para que o pé de milho cresça, os grãos devem ser manualmente separados do sabugo e plantados a uma distância suficiente uns dos outros – algo que somente seres humanos podem fazer. O porquê de tudo isso? Simplesmente para melhorar sua conveniência, o mesmo processo hoje feito com os suplementos alimentares.
Essa explicação também é válida para o arroz e o trigo, só para citar outros alimentos que não são “naturalmente” encontrados na natureza.
Por mais que gostemos de pensar na agricultura como uma atividade natural, há 10 mil anos ela era uma estranha inovação. Para caçadores/coletores da Idade da Pedra, campos cuidadosamente cultivadosseria uma visão inusitada.
O cultivo de terras é um projeto tão tecnológico quanto biológico. E no grande plano da existência humana, as plantações agrícolas são invenções muito recentes. Se os 150 mil anos de existência dos seres humanos modernos fossem transformados em uma hora, somente nos últimos quatro minutos e meio eles teriam começado a adotar a agricultura, e ela só teria se tornado o meio dominante de subsistência no último minuto e meio. A troca operada pela humanidade entre a procura de alimentos e a lavoura, de um meio natural para um meio tecnológico de produção de alimentos, foi recente e repentina. Os seres humanos primitivos subsistiam de plantas coletadas e de animais caçados na natureza.
Outro exemplo clássico são as cenouras.
Não são “naturais”?
Originalmente, apareciam nas cores púrpura, branca e amarela. A cenoura laranja, que é hoje sinónimo de “cenoura”, foi desenvolvida na Holanda, tributo ao príncipe Guilherme I de Orange (“orange" = "laranja"), pasmem vocês.
Portanto, para muitas pessoas, quando se fala em suplemento alimentar, parece que estamos falando de algo medicamentoso, específico e que deve ser usado com grande cuidado. Mas a maioria dos suplementos alimentares é tão “natural” quanto o milho ou a cenoura.
Ao meu ver, assim como nos Estados Unidos, produtos como whey protein, caseína, maltodextrina, mix protéicos, refeições líquidas, deveriam ser vendidos em supermercados, nas conveniências dos postos de gasolina, lanchonetes, ou seja, estar à disposição de toda a população.
O suplemento alimentar não é algo tão complexo quanto parece. Ele pode ser a solução para vários erros alimentares de diversas pessoas, inclusive para quem não pratica atividade física. Como exemplo, podemos citar o RX Pro da Probiótica, no qual quatro medidas do produto equivale a aproximadamente 100 gramas de batata doce e 200 gramas de peito de frango. Ou ainda, podemos citar a albumina em pó, na qual uma colher de sopa equivale a quatro claras de ovos.
Do outro lado da moeda, temos aqueles indivíduos que acreditam no suplemento como algo milagroso, que irá proporcionar um físico maravilhoso dentro de dias, o que não é verdade.
Lembrando que de nada adianta ter a disposição os melhores suplementos se não existe informação para seu uso. Consulte sempre um nutricionista a fim de obter as informações necessárias quanto à adequação de uma eventual suplementação na sua rotina dentro de suas reais necessidades.
Nutricionista Rodolfo Peres.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Dia do Tenista.
Novamente daremos uma pausa as matérias sobre lutas, hoje faremos a pausa pois comemoramos o Dia do Tenista !
Desejamos os parabéns para todos que praticam este esporte !
História e Evolução do Tênis:
Considerado por muitos um esporte elitista, o tênis teve seu princípio no século XIII, ensinado pelos italianos, aos franceses. O nome deriva de um jogo parecido, praticado na França com o nome de tenez.
Pouco depois, os franceses o chamaram de jogo da palma, pois, não havia raquetes e os atletas usavam as mãos para golpear as bolas. Quase um século depois, o jogo chegou à Inglaterra onde deu seu grande avanço, até então.Chamado de real tennis era jogado com uma raquete pesada e em locais fechados, semelhantemente ao Badminton. Só em 1873, foi que Walter Wingfield, conhecendo o real tennis, estabeleceu regras ao jogo, transferindo ao ambiente aberto e colocando uma rede, dividindo o campo de jogo. Rapidamente, o jogo difundiu-se e virou febre em vários estados norte-americanos.
Quatro anos mais tarde, o campeonato, que viria a ser o mais elegante do mundo, foi disputado pela primeira vez. A grama de Wimbledon – bem mais irregular – foi usada inicialmente por atletas ingleses.
Alguns anos dali, a grama do subúrbio de Londres viria a tornar-se uma competição internacional.
Atualmente, o calendário conta com quatro grandes torneios, os chamados Grand Slams, sendo eles: Australian Open, Roland Garros, Wimbledon, US Open. O primeiro é disputado em quadra rápida, o francês no saibro, o inglês na grama e o americano também em quadra rápida.
Fonte:ZoomEsportivo
Desejamos os parabéns para todos que praticam este esporte !
História e Evolução do Tênis:
Considerado por muitos um esporte elitista, o tênis teve seu princípio no século XIII, ensinado pelos italianos, aos franceses. O nome deriva de um jogo parecido, praticado na França com o nome de tenez.
Quatro anos mais tarde, o campeonato, que viria a ser o mais elegante do mundo, foi disputado pela primeira vez. A grama de Wimbledon – bem mais irregular – foi usada inicialmente por atletas ingleses.
Alguns anos dali, a grama do subúrbio de Londres viria a tornar-se uma competição internacional.
Depois disso, a disseminação do esporte foi feita de maneira natural. Já no século XX, a América do sul teve contato com a novidade, especialmente o Brasil, que revelara anos depois, Maria Ester Bueno, a mulher mais vitoriosa em gramas londrinas do século.
Na história recente do esporte, foi criada a associação dos tenistas profissionais, órgão responsável por obter o ranking dos atletas, organizar o calendário e defender os interesses dos atletas.Atualmente, o calendário conta com quatro grandes torneios, os chamados Grand Slams, sendo eles: Australian Open, Roland Garros, Wimbledon, US Open. O primeiro é disputado em quadra rápida, o francês no saibro, o inglês na grama e o americano também em quadra rápida.
Além de torneios individuais, existem as competições de duplas e a disputa entre países na chamada Copa Davis. Potências no esporte disputam o posto de melhor do mundo.
Como destaques, podemos citar o americano Pete Sampras, cinco vezes campeão do Grand Slam inglês; André Agassi, considerado por muitos o mais completo da década passada; Roger Federer e Rafael Nadal.No feminino, não há como não citar as irmãs Serena e Venus Willians, destaques absolutos dos diversos abertos pelo mundo, além da russa Maria Sharapova, tida como a mais bela e eficiente atleta.
Por fim, fica a menção aos brasileiros Fernando Meligeni, Gustavo Kuerten e Thomaz Bellucci, como destaques masculinos desse esporte milionário que conta com a popularidade de muitos e com jogadas de tirar o fôlego.Fonte:ZoomEsportivo
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Lutas: Hapkidô
Além de tecnicas de luta, o faixa preta em Hapkido é um Terapeuta, pois o Hapkido tem em seu treinamento o conhecimento de pontos de acupuntura e massagem, pontos que são utilizados em tecnicas de imobilização causando muita dor no adversário, mas que tambem são utilizados em tratamentos e terapias.
Treinamento de Hapkido.
O hapkido se tornou uma das artes marciais mais populares do mundo. Normalmente, é praticada por forças policiais ou militares como parte de seu treinamento de auto-defesa, e os estudantes de tae kwon freqüentemente aprendem hapkido para complementar seu currículo. Os instrutores de tae kwon normalmente são graduados também em hapkido.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Descubra os Benefícios do Treinamento ao Ar Livre !
Aproveitando a semana do meio-ambiente e o dia do meio-ambiente (domingo), daremos uma pausa nas matérias sobre lutas e falaremos um pouco sobre os benefícios do treinamento ao ar-livre.
Muitas pessoas deixam de se exercitar porque ficam cansadas da rotina de treinos dentro das academias. Outras nem se arriscam a iniciar um programa de exercícios físicos porque não suportam a idéia de se exercitar dentro de um ambiente fechado.
Levar sua sessão de exercícios cardiorespiratórios para um ambiente ao ar livre pode ser a solução para você renovar sua motivação e desafiar a si mesmo a atingir um melhor condicionamento físico. Há infinitas possibilidades de treinamentos cardiovasculares se você quiser mudar um pouco a sua rotina. Uma vez que você leva o seu treinamento para um ambiente o ar livre, isso significa que cada sessão será uma nova aventura, uma chance de observar a natureza e uma oportunidade de rejuvenescer o espírito.
Treinamento ao ar livre:
O treinamento ao ar livre o leva a ter um contato com a natureza, e é perfeito para desafiar seu corpo e sua mente a descobrir uma sensação de bem-estar. Exercitar-se ao ar livre proporcionará uma pausa nos barulhos de música alta, luzes artificiais e os flashes da televisão que normalmente vemos nas academias.
Aqui está uma lista de exercícios cardiorespiratórios a serem realizados para mudar um pouco a sua rotina e fazer com que você aproveite um clima agradável. Mas faça um aquecimento e alongue-se antes de começar qualquer atividade física. E lembre-se de diminuir o ritmo e alongar-se quando estiver para terminar o exercício.
Caminhada e corrida:
O exercício mais fácil de ser realizado é bem simples: a caminhada. Você pode se exercitar nas ciclovias, calçadas e calçadões das praias e das lagoas. Em algumas praias, nos finais de semana, as pistas onde em dias de semana passam carros, motos e ônibus transformam-se em um caminho livre para os pedestres. Essa é uma excelente opção para você caminhar sozinho, levar o cachorro para passear ou levar as crianças. O importante é mudar a rotina da esteira na academia para a caminhada ao ar livre.
Outra maneira óbvia de aproveitar um clima agradável é correr ao ar livre. Nem todo mundo consegue correr longas distâncias, mas tente incorporar um ritmo mais acelerado nas suas caminhadas. Correr regularmente ajuda a perder peso, a combater os sintomas do envelhecimento e, de fato, queima mais calorias por minuto que outros tipos de exercício.
Há maneiras de revitalizar as sessões de corridas e caminhadas do dia-a-dia:
Trilhas de corridas e caminhadas: Durante a primavera e o verão a paisagem fica muito mais bonita e o clima é o mais agradável possível. Você deve correr e caminhar ao ar livre, aproveitando as maravilhas da natureza.
Treino intervalado: Uma variação para sua rotina normal de corrida é um treino com intervalos. Treinos intervalados vão acrescentar mais ânimo e dinamismo ao seu treinamento. Durante a rotina normal de corrida, aumente o ritmo durante 30 segundos, 1 minuto ou até por mais tempo. Depois, dê um intervalo e diminua o ritmo para se recuperar. É recomendado andar ou correr em ritmo lento para se recuperar. O intervalo de descanso depende da sua capacidade física. Se você for iniciante, ande ou corra em ritmo lento durante o período de recuperação. Se você for mais experiente faça um jogging para recuperar o fôlego.
Treino em ladeiras: O treinamento em ladeiras vai aumentar a força muscular e a resistência. Mas, tenha cuidado no início porque a ladeira exigirá que você use músculos que não são usados com freqüência. Entretanto, quanto mais você treinar em ladeiras as dificuldades diminuem progressivamente. Há vários benefícios do treinamento em ladeiras, tais como trabalhar e dar resistência às panturrilhas, glúteos, cintura e tendões de Aquiles. Além disso, a corrida em ladeiras trabalha muito mais os músculos superiores do que a corrida em superfícies planas.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Lutas:Judô
Tudo começou em 1882, com Jigoro Kano
O estilo de luta que hoje em dia denominamos como Judô foi idealizado no ano de 1882. Um jovem de 23 anos chamado Jigoro Kano fundava o Instituto Kodokan, que veio a se tornar a Meca dos ensinamentos sobre esta arte marcial.Com milhares de praticantes e federações espalhados pelo mundo, o Judô se tornou um dos esportes mais praticados, representando um nicho de mercado fiel e bem definido. Não restringindo seus adeptos a homens com vigor físico, e estendendo seus ensinamentos para mulheres, crianças e idosos, o judô teve um aumento significativo no número de amantes desta nobre arte.
O Judô tem como filosofia integrar corpo e mente. Sua técnica utiliza os músculos e a velocidade de raciocínio para dominar o oponente. Palavras ditas por Mestre Kano para definir a luta: "arte em que se usa ao máximo a força física e espiritual". A vitória, ainda segundo seu mestre fundador, representa um fortalecimento espiritual. Nas academias, procura-se passar algo mais além da luta, do contato físico. Para tornar-se um bom lutador, antes de tudo, é preciso ser um grande ser humano.
Através de Eisei Maeda, por volta de 1922, o Judô surge no Brasil. O Conde de Koma, como também era conhecido, fez sua primeira apresentação no país em Porto Alegre. Partiu para as demonstrações pelos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo, transferindo-se depois para o Pará, onde popularizou seus conhecimentos da nobre arte. Outros mestres também faziam exibições e aceitavam desafios em locais públicos. Mas foi um início difícil para um esporte que viria a se tornar tão difundido.
Fonte:CBJ
O estilo de luta que hoje em dia denominamos como Judô foi idealizado no ano de 1882. Um jovem de 23 anos chamado Jigoro Kano fundava o Instituto Kodokan, que veio a se tornar a Meca dos ensinamentos sobre esta arte marcial.O Judô tem como filosofia integrar corpo e mente. Sua técnica utiliza os músculos e a velocidade de raciocínio para dominar o oponente. Palavras ditas por Mestre Kano para definir a luta: "arte em que se usa ao máximo a força física e espiritual". A vitória, ainda segundo seu mestre fundador, representa um fortalecimento espiritual. Nas academias, procura-se passar algo mais além da luta, do contato físico. Para tornar-se um bom lutador, antes de tudo, é preciso ser um grande ser humano.
Através de Eisei Maeda, por volta de 1922, o Judô surge no Brasil. O Conde de Koma, como também era conhecido, fez sua primeira apresentação no país em Porto Alegre. Partiu para as demonstrações pelos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo, transferindo-se depois para o Pará, onde popularizou seus conhecimentos da nobre arte. Outros mestres também faziam exibições e aceitavam desafios em locais públicos. Mas foi um início difícil para um esporte que viria a se tornar tão difundido.
Um fator decisivo na escalada do Judô foi a chegada ao país de grupo de nipônicos em 1938. Tinham como líder o professor Riuzo Ogawa e fundaram a Academia Ogawa, com o objetivo de aprimorar a cultura física, moral e espiritual, através do esporte do quimono. Daí por diante disseminaram-se a cultura e os ensinamentos do Mestre Jigoro Kano e em 18/03/1969 era fundada a Confederação Brasileira de Judô, sendo reconhecida por decreto em 1972. Hoje em dia é ensinado em academias e clubes e reconhecido como um esporte saudável que não está relacionado à violência.
Esporte Olímpico de grande prestígio e muito disputado, tem no Brasil um "celeiro" de bons lutadores, fazendo o país ser reconhecido e admirado internacionalmente, inclusive no Japão. Por ser um esporte de triunfos nacionais, tem "sua marca" associada ao sucesso.Fonte:CBJ
Assinar:
Postagens (Atom)