terça-feira, 31 de maio de 2011

Lutas: Capoeira

Não sendo um dos principais estilos de luta, a Capoeira é ainda assim uma das que mais popularidade tem atingido nos quatro cantos do mundo. Na verdade, poderá até haver quem não considere a Capoeira como uma luta, e ainda menos uma arte marcial. Essa discussão nunca terá fim, mas a bem do consenso, podemos dizer sem qualquer dúvida que a Capoeira é, sobretudo, uma arte.
As Origens
As suas origens são também fruto de debate, mas a versão mais consensual é que terá tido origem como um meio de defesa dos escravos do Brasil no século XVI, dissimulado numa dança para que os seus proprietários não o identificassem. O que é garantido é que esses escravos, originários de vários locais em África, mantiveram as raízes da sua herança através de diversos costumes e rituais, e a Capoeira nasce de um conjunto de tradições ancestrais.
Algumas fontes referem a inspiração da dança ritual N’Golo, baseada nos movimentos de zebras; as lutas de galos são outra das fontes que poderão ter estado na origem da Capoeira. O que está comprovado é que foi no Brasil que nasceu a Capoeira – historicamente referenciada já no século XVIII (sendo decerto mais antiga) – por entre os grupos de escravos.
O uso como arte marcial e técnica de luta (e certamente a sua eficácia) levaram à sua proibição, com elevadas punições para os capoeiristas. No início do século XX a Capoeira encontrava-se ainda legalmente interditada, e foi por pouco que a arte não se extinguiu.
Aos poucos a perseguição foi-se esvaindo, e em 1932 é fundada a primeira academia oficial de Capoeira, pelas mãos de um dos maiores impulsionadores de sempre, o Mestre Bimba. Pouco depois, a sua iniciativa foi seguida pelo Mestre Pastinha, outro importante incitador, baseando-se numa abordagem mais tradicional. Assim nascia este fenómeno mundial e, ao mesmo tempo, as duas principais correntes de Capoeira.
As Duas Correntes
Capoeira Angola
A Capoeira Angola foi recuperada pelo Mestre Pastinha com a abertura da sua academia em 1941. Consiste na forma mais tradicional de Capoeira, altamente ritualista, remontando à herança tribal de África, e chega a ser considerada (sobretudo pelos seus praticantes) como a “verdadeira Capoeira”.
Capoeira Regional
A Capoeira Regional tem a sua origem no Mestre Bimba, que considerava que esta arte estava a perder progressivamente a sua componente de luta. Uma vez que se tratava de uma prática proibida, os capoeiristas remetiam-se à clandestinidade, sendo cada vez menores em número e sem comunicação entre si. O Mestre Bimba pretendeu lutar contra esta tendência, e começou a recuperar práticas e movimentos antigos, definiu uma filosofia e código próprios, e concebeu mesmo novos golpes. É a ele que se deve a criação da primeira academia de Capoeira do mundo, e com o seu activismo, é também considerado o principal impulsionador para a legalização, aceitação e valorização social e cultural deste património brasileiro. A Capoeira Regional é assim uma abordagem moderna de Capoeira, devidamente organizada e hierarquizada, e é de longe a corrente mais praticada não só no Brasil, mas também em todo o mundo.
Independentemente das diferenças entre estas duas correntes, mais filosóficas que práticas, ambas são praticadas num verdadeiro ritual, constituído por diferentes partes e componentes.
Em suma, a Capoeira é uma simulação de luta e não tanto uma luta efectiva. O “jogo” não tem como objectivo atingir o adversário, mas antes dar asas à liberdade de movimentos ofensivos e defensivos, através de diferentes golpes, reduzindo a margem de manobra do oponente. O capoeirista não precisa de atingir o adversário, basta colocá-lo numa posição em que não se consiga defender.
Mas o ritual é muito mais do que apenas esse jogo.
O Ritual
A Música
A música é parte essencial da Capoeira, sendo mesmo a sua velocidade que marca o ritmo dos movimentos dos capoeiristas. A roda de Capoeira integra uma bateria com vários instrumentos tradicionais brasileiros: ainda que a maioria seja de precursão, aquele que assume maior protagonismo é o berimbau. Os membros da roda acompanham a música com cantares típicos, por vezes semelhantes aos cantares de desafio, e todo este conjunto cria o ambiente único que apenas a Capoeira permite. A importância da música é tal que o Mestre Bimba afirmou mesmo que um verdadeiro capoeirista tem que saber lutar tanto como tocar e cantar!
A Roda
A roda de Capoeira é onde decorre a acção, criando um círculo no interior do qual se defrontam os capoeiristas. Os restantes elementos, sejam adversários à espera da sua vez, sejam os músicos, seja mesmo o público em geral, criam um círculo com uma média de 5 metros de diâmetro.
O Jogo
O jogo em si é o confronto entre os dois praticantes. Como foi referido, esta “luta” não implica, na generalidade, contacto físico, mas antes uma demonstração das capacidades. Cada ataque fica-se pela ameaça, sendo que antes de ser concretizado já o adversário terá efectuado uma manobra defensiva que o evitaria. A sucessão de movimentos gera uma verdadeira dança metafórica (ou mesmo no sentido literal da palavra), com gestos elegantes, ágeis e acrobáticos, recorrendo com frequência a saltos mortais e outras manobras igualmente aparatosas.
Ginga
A Ginga é o movimento base de Capoeira, e ao mesmo tempo o mais célebre. Consiste numa “dança” de pés triangulares, balançando os braços ao ritmo do corpo, que servirá também de preparação para os movimentos. É verdadeiramente inconfundível: quando vir alguém a fazê-lo, saberá instantaneamente que está na presença de um capoeirista!
Ataques
Os movimentos ofensivos utilizam maioritariamente as pernas, com ataques de pés e joelhos. Os cotovelos são também utilizados com alguma regularidade, ao passo que murros e outros golpes de mãos não são utilizados em Capoeira. Um golpe também utilizado com frequência é a cabeçada!
Defesa
A defesa consiste na grande maioria no recurso a manobras evasivas, e eventualmente, contra-ataques. Daí que a Capoeira possa ser vista como um jogo de movimentações, em que se considera que o atacante teve sucesso quando efectuou manobras tais que deixou o adversário sem escape possível.
Volta ao Mundo
Quando uma manobra é concluída (como na situação anteriormente descrita) ou na eventualidade de qualquer outra interrupção do ritmo do jogo, os dois capoeiristas afastam-se e circulam calmamente pelos limites da roda, dando a “volta ao mundo”.
Na generalidade, estes são os “episódios” do ritual de um jogo de Capoeira, havendo depois pormenores e especificidades quer na Capoeira Regional, quer na Angola.
Fonte:Lutasartesmarciais

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Lutas: Karate

Entende-se como Karate-Do a prática complementar de formação cultural e desportiva baseada no desenvolvimento peculiar dos sistemas de defesa pessoal e evolução interior característicos de Okinawa em seus primórdios (século XVIII) e do Japão a partir do início do século XX.

Karate é uma palavra japonesa que significa "mãos vazias". É uma arte altamente científica, fazendo o mais eficaz uso de todas as partes do corpo para fins de auto-defesa. O maior objetivo do karate é a perfeição do caráter, através de árduo treinamento e rigorosa disciplina da mente e do corpo. O karate-ka (cultor de karate-do) utiliza como armas as mãos, os braços, as pernas, os pés, enfim, qualquer parte do corpo.

Além de ser um excelente meio de auto-defesa, o karate também é um meio ideal de exercício. Ele desenvolve a força, a velocidade, a coordenação motora,o condicionamento físico e é reconhecido também por seus valores terapêuticos.

O combate desarmado nasceu antes da história escrita, mas as origens mais remotas são obscuras, muitas vezes encobertas pelo folclore de uma variedade de culturas do mundo.

Várias formas de combate desarmado eram praticadas na Índia, na China, em Formosa e em Okinawa, uma ilha ao sul do Japão. Em Okinawa, as lutas desarmadas foram desenvolvidas em segredo durante muito tempo, devido à influência dos fidalgos japoneses que conquistaram a ilha, proibindo os seus súditos de carregarem armas. Esta proibição de andarem armados obrigou muitas pessoas a praticar formas de combate sem armas, em segredo.

O karate moderno nasceu na época em que o finado Mestre Gichin Funakoshi (1868-1957), então líder da Sociedade Okinawa de Artes Marciais, foi solicitado pelo Ministério da Educação do Japão, em maio de 1922 a conduzir apresentações de karate em Tóquio. A nova arte foi recebida entusiasticamente e foi introduzida em várias universidades, onde criou raízes e começou a florescer.

Devido ao fato do karate ter sido praticado secretamente no passado, um grande número de escolas e estilos (Ryus) foram desenvolvidos. Hoje existem inúmeras escolas no Japão, sendo as mais destacadas: Shotokan, Goju-Ryu, Shito-Ryu e Wado-Ryu, todas com ramificações pelo mundo afora.

Fonte CBK

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Lutas:Kung Fu

Graduação:
A metodologia de graduação dos atletas é realizado através do Sistema Phoenix de Kung Fu Tradicional (SPKFT). Ao todo são sete categorias (iniciante, iniciado, auxiliar, instrutores, professores, mestres e grão mestres) e dentro de cada uma existem níveis de graduação.
Um fato curioso é que cada aluno recebe algumas "missões" para passar de categoria ou graduação. O professor não revela quais são as metas para cada nível.Isso é sigiloso. Cada um só fica sabendo do que tem que fazer na hora certa.

Dentro do Kung Fu possuímos centenas de estilos dentre destes temos:
Shaolin quan- estilos e técnicas de kung fu desenvolvidos pelos monges do Templo Shaolin.Uma destas técnicas é o Punho de Shaolin (ou punho da jovem floresta), caracterizado por sua destreza, velocidade e potência. Para seu aprendizado o aluno deve ter muita disciplina.
Kung shi-É  a luta originada da guerra moderna  para o que no ocidente se passou a chamar erroneamente de kung shi, ou mais conhecido como Kung fu.Kung Shi é um sistema de luta desenvolvido na China. Seus estilos surgiram das observações dos animais, são eles:Dragão,Serpente, Tigre, Pantera, Garça, Louva-Deus, Macaco, Águia.
Zui quan- Popularmente chamado de Estilo do Bêbado ou Boxe do Bêbado, é um dos estilos de wushu tradicional (Kung-Fu) em que imita os movimentos de um bêbado.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Lutas: Kung Fu

Voltando da pausa, hoje continuaremos a série de lutas, conheça kung fu.Hoje daremos uma introdução e logo postaremos sobre os estilos.

O Kung-Fu é originário da China e nasceu da necessidade  de sobrevivência dos antepassados na luta contra animais ferozes e contra inimigos.
Conta a lenda que certa vez, um monge chinês -Ta Mo - subiu numa montanha e se pôs a contemplar o movimento dos animais, as posições que tomavam para a luta e a maneira como se defendiam dos ataques. Observando tais movimentos, desenvolveu um trabalho de adaptação desses animais para  o homem,  estruturando-os de acordo com as possibilidades físicas do homem. Assim nasceu o Kung-Fu, como chamam os ocidentais esta luta chinesa.
Esta arte marcial milenar vem orientando as pessoas, bem como ajudando os jovens a se direcionarem em disciplina, respeito com os colegas.
De um modo geral, estrutura o corpo físico, em combinação com a mente, extravasando as ansiedades, angústias e stresses acumulados no dia a dia, fortalecendo-os.
Pode ser praticado por adultos e crianças de ambos os sexos.
Combina-se ginástica completa de todo o corpo, bem como movimentos, denominados Katis, onde compila-se, em sequências baseadas em movimentos de animais, mãos e pernas.
Decorrentes das observações dos ataques dos animais, de onde originou-se o Kung-fu, surgiram os vários estilos praticados no mundo, conseqüentes das mutações e adaptações para o ocidente.
Hoje a realidade brasileira mostra uma arte marcial chinesa (Kung-fu), voltada para o bem estar físico e mental do praticante. Não há para o seguidor, na medida em que passa a conhecer o fundamento da doutrina, aspirações de ser um "lutador profissional", seu treinamento é voltado para o relaxamento da mente e o desenvolvimento corpóreo, atribuindo-lhe saúde e bem estar.
     O Estilo que praticamos, FEI HOK PHAI, que em chinês significa Estilo da Garça em Vôo, mescla movimentos de leopardo, garça, macaco, serpente, entre outros, todos voltados, pela seqüência de seus movimentos, para a saúde física do praticante. Cada um desses seguimentos, à medida que aprofunda-se em seu treinamento, proporciona diferente exercício para o estudante: movimento do macaco - fortalecimento dos membros inferiores; movimento da garça - fortalecimento dos punhos.
Essa é a doutrina a dotada pelo Kung-Fu no Brasil: fortalecimento do corpo e da mente com disciplina e saúde.
Benefícios
Controle Físico: desenvolvimento da coordenação motora, força, resistência flexibilidade, velocidade, ritmo, auxiliando no crescimento e ainda controle do aumento e diminuição do peso.
Controle Emocional e Mental: proporciona maior segurança, tranquilidade e controle das ações, desenvolvimento do raciocínio, os reflexos, maior atenção e concentração mental.
Defesa Pessoal: muito rico em técnicas de defesas diversas, incluindo variadas técnicas de ataque que por sua vez só deverá ser usada, em último recurso.
Filosofia a Ser Seguida Pelos Praticantes de Artes Marciais
CHI - Firme de caráter
Desenvolver responsabilidade, sinceridade, honestidade e serenidade para viver em paz, conhecer a si próprio, estabelecendo objetivos e prioridade.
HEI - Desprendido de valores
Ser fiel e amigo, estando sempre disposto a ajudar os companheiros na amizade.
JUNG - Corajoso e heróico
Auxiliar os fracos e combater os abusos, com absoluta isenção de discriminação, ajudar sempre aos necessitados e oprimidos, através da justiça, em harmonia com a força.
WAI - Ativo em todos os empreendimentos
Usar da inteligência, raciocínio e disciplina para manter uma postura ativa, oportuna e responsável. Não se moldar aos aspectos das mentes de outras pessoas e estar sempre disposto ao aprimoramento do raciocínio, sendo sempre assíduo e pontual, não usar meios ilícitos e abusar da ganância para obter a riqueza e valores morais, visto que o essencial da vida é ter saúde, amigos e felicidade

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Dia do Desafio.

Interrompendo um pouco a série de matérias sobre Lutas. Vamos falar um evento que acontece hoje, todos os anos, acontece o Dia do Desafio. Você já participou?

                                                                                   História
  O Dia do Desafio  ( Challenge Day ) é um evento que tem mobilizado milhares de pessoas em torno de um objetivo comum: o combate ao sedentarismo. Criado no Canadá em 1983, o Challenge Day vem sendo difundido mundialmente pela TAFISA - entidade alemã de promoção do esporte para todos - e realizado no Brasil desde 1995, sob a coordenação geral do Sesc São Paulo.
  Em 1997, o Sesc Paraná  coordenou pela primeira vez o evento no Estado com a participação de duas cidades: Londrina e Ponta Grossa que mobilizaram respectivamente 20,71% e 30,66% dos habitantes, totalizando 172.914 atendimentos. Em 2002, 11 cidades participaram, contabilizando 545.490 atendimentos, com destaque para Santa Mariana que mobilizou 89,56% de sua população.
  Em 2003, o Continente Americano participou com 24 países e 1502 cidades. No Brasil, foram inscritos 14 estados e 753 cidades, sendo 45 do Paraná, incluindo a estréia da Capital do Estado, Curitiba. As atividades na Capital são coordenadas pelo Sesc Paraná  com o apoio de várias empresas, escolas, universidades, instituições e da comunidade em geral. E nas outras cidades, a coordenação fica sob a responsabilidade do Sesc da Região, em parceria com as Prefeituras e Secretarias Municipais, empresas e instituições .

O que é
    Realizado sempre na última quarta-feira de maio, o Dia do Desafio propõe que as pessoas interrompam a rotina e pratiquem 15 minutos de atividade física.
     Nesse dia, cidades do mesmo porte estabelecem uma competição para tentar envolver nas atividades a maior porcentagem de pessoas, em relação ao total de habitantes.
     É uma disputa amigável, que estimula a participação. No desafio, os vencedores são os cidadãos que, além do corpo, exercitam a integração, a criatividade, a liderança, o espírito comunitário e começam a compreender a importância de fazer da atividade física um hábito para os outros dias do ano.

   A população pode participar individualmente ou em grupo, independente da idade ou da condição física. Qualquer atividade física é válida!

terça-feira, 24 de maio de 2011

Lutas: Greco-Romana ou Luta Olímpica


           A REVOLUÇÃO SILENCIOSA

          Embora silenciosa, está acontecendo uma verdadeira revolução nessa modalidade em nosso país. E não será surpresa se tivermos pódio olímpico em um ou dois ciclos.
          Os nossos representantes têm feito bonito no cenário internacional, obtendo mais resultados nos últimos dois anos no Campeonato Pan-americano da modalidade do que nos trinta anos anteriores. Em agosto       
de 2006, obtivemos a histórica primeira medalha brasileira em campeonatos mundiais com a atleta Aline Ferreira, que sagrou-se vice-campeã mundial Júnior na cidade da Guatemala, pondo-se à frente de países tradicionalíssimos na modalidade, como Rússia e Estados Unidos.
          Realizamos no mês de maio de 2006 testes até então inéditos no Brasil dentro dessa modalidade, com a Universidade Católica de Brasília. No entanto, até o presente momento, a Universidade não disponibilizou os resultados que poderão iniciar, de fato, a cientificidade do treinamento de alto rendimento nessa modalidade em nosso país.
          Considerando o potencial de retorno de medalhas, não há comparação com nenhuma das modalidades coletivas. Essas renderão, se tiverem êxito no torneio, somente uma única medalha, ou seja, todo o investimento em uma equipe de handebol, futebol, vôlei ou basquete, por exemplo, será para se obter como produto final uma única medalha ao país. É um investimento altíssimo para um retorno apenas modesto. Países que tem um grande desempenho nos jogos apóiam, sobretudo, modalidades individuais: lutas, atletismo, natação, ginástica, dentre outros. Indubitavelmente, as modalidades individuais têm um potencial de retorno muito maior, proporcionalmente ao investimento muito menor, se considerada a estrutura necessária para a conquista de cada medalha ao país.
          Os Jogos Pan-americanos, evento que por si mesmo trará um grande retorno de todas as mídias televisivas e impressas, com um vulto quase incalculável de retorno em publicidade aos patrocinadores, ainda não despertou o total interesse do empresariado, que desconhece os estudos apontando a modalidade de Luta Olímpica como sendo um dos mais promissores investimentos para o Rio 2007.
          Em 2001, o Comitê Olímpico Brasileiro descredenciou a antiga Confederação Brasileira de Luta Olímpica e foi fundada, pelo professor Pedro Gama Filho e pelo Professor Gilberto Arbués, a Confederação Brasileira de Lutas Associadas, hoje com quatorze federações estaduais constituídas e com um crescente número de filiados.
          Criou-se a Federação Universitária de Luta Olímpica, com um excelente trabalho de Miltom Bastos. No Estado de São Paulo, a modalidade foi esporte de demonstração nos Jogos Abertos do Interior, no ano de 2004, e em 2005 tornou-se modalidade oficial desse que é o principal evento esportivo do interior do estado mais rico da Federação. De fato, isso representa um grande feito, já que, se o pleito de inclusão houvesse sido rejeitado, seriam necessários, pelo menos, mais dez anos de espera para se realizar um novo requerimento de inclusão.
          Inclusão, aliás, é o que faz dessa modalidade algo tão peculiar no universo das atividades motoras conhecidas. A maturação técnica de um atleta pode ser chamada realmente de temporã, pois a vivência motora necessária para a realização de gestos técnicos mais apurados resume-se a cerca de um quinto do tempo necessário na modalidade de judô, por exemplo. Isso se deve, em parte, à ausência de quimonos, que não só barateia os custos de adesão, pois o uniforme de treino é o mesmo que a criança joga futebol (um calção e uma camiseta), como suprime severas fases compulsórias da vivência de pegadas, por exemplo.
          As diversas categorias de peso admitem todos os biotipos: desde o garoto mais gordinho até o magricela aparentemente desengonçado.
          Estudo realizado pelo Centro de Traumatologia do Esporte (CETE), da Universidade Federal de São Paulo, em 2002, e divulgado pela rede CENESP no Congresso Internacional de São Paulo, em 2003, mostra que o número de lesões dos praticantes de lutas é muitíssimo menor do que no basquete, por exemplo, que tem 67,8 lesões por cada mil praticantes contra apenas 6,5 das lutas.
          PROJEÇÃO NACIONAL
          Os números da modalidade são, no mínimo, impressionantes.
          Há pouco mais de seis anos, o conhecimento que tínhamos da modalidade Olímpica chamada de greco-romana era algo menos que laico (para usar de eufemismo mesmo).
          No dia 14 de março de 2005, o Jornal O Estado de São Paulo dedicou uma página inteira sobre a Luta Olímpica.
          A Bombril apóia, até os Jogos de 2007, duas atletas da Luta no projeto “Mulheres que fazem o Brasil Brilhar”.
          A Band Sport dedicou cerca de 300 minutos de sua programação em apenas seis meses em cobertura de eventos da luta.
          A maior emissora de TV do país, a rede Globo (TV Vanguarda) pretende dedicar cerca de seis horas de sua programação à modalidade de Luta Olímpica no próximo dia 25 de novembro visando a divulgação dos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro em 2007.
          Não é debalde que essas empresas já atentaram para o potencial incrível da modalidade de Luta Olímpica. Sabemos que para isso é fundamental toda uma mudança na visão estreita que temos de nossos saberes. A nossa visão é curta por conta de nossos olhos que tendem a circunscrever para si mesmos um horizonte restrito daquilo que, em seu padrão, acredita ser a fronteira final.
          Em se tratando de política nacional de apoio e difusão ao esporte, o termo “Luta Olímpica” é muito mais que um homônimo ou uma paráfrase, trata-se de uma luta que vai muito além do eterno combate entre atividade física versus atividade intelectual, atividade lúdica versus atividade competitiva, apoio à cultura versus apoio ao esporte (diga-se de passagem que a lei Rouanet destina até 4% de renúncia fiscal ao imposto contra apenas 1% para projetos que apóiem a criança e o adolescente, fazendo com que a política de apoio ao esporte valha nada mais do que um quarto do que vale a cultura).
          Há ainda o problema de políticas do governo que revelam-se declaradamente discriminatórias. A Petrobrás, por exemplo, divulga em seu site que em sua política de apoio às modalidades esportivas excluem-se as lutas e artes marciais, mostrando um total desconhecimento da natureza pacífica e conciliadora dessas modalidades que nada tem a ver com arte de guerra (marcial, de “Marte” o deus romano da Guerra), mas trata-se de uma expressão cultural presente na cultura de todos os povos. Lembrando que os Gregos, criadores da Luta, são os mesmos gregos criadores da “Ética”, da “cidadania” dentre inúmeras contribuições conceituais e estruturais que vêm desde os radicais gregos em nossa riquíssima língua portuguesa, até conceitos mais do que assimilados por nossa cultura.

Joanílson Rodrigues

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Lutas: Taekwondo


O Taekwondo tem a sua origem na Coreia há mais de dois mil anos e faz parte da cultura deste país. Com o fim da II Guerra Mundial, um grupo de Mestres Coreanos juntou-se para unificar as diversas artes de combate, criando um estilo único de luta com os pés e as mãos a que deram o nome de Tae (pontapear) Kwon (punho) Do (o caminho da arte); no seu conjunto significa “a arte de pontapear e socar”. No princípio dos anos 60, os soldados e a polícia coreana adoptaram a arte na sua formação. A fama desta arte ultrapassaria então fronteiras. O Taekwondo seria conhecido pelas suas técnicas de combate, espectaculares e de elevado grau de dificuldade, cuja técnica de disciplina mental conferia aos seus praticantes enorme auto confiança e elevadas vantagens sobre os seus oponentes. Veio a ser introduzida na Europa por Mestres Coreanos imigrados. Mais de 50 milhões de pessoas em cerca de 160 países praticam actualmente esta arte, e outros países começaram já a desafiar o tradicional domínio da Coreia do Sul em competições internacionais. Em Portugal existem cerca de 14.000 praticantes, encontrando-se em fase acelerada de crescimento, estando organizados na Federação Portuguesa de Taekwondo, instituição de Utilidade Pública.
            Taekwondo nos Jogos Olimpicos
Em 1973, o Taekwondo alcança a sua primeira grande realização internacional: O Campeonato do Mundo. Daí para cá tem estabelecido um calendário regular de Campeonatos Nacionais, Campeonatos da Europa e Campeonatos do Mundo, além de inúmeros Torneios, que possibilitam aos atletas mais empenhados, estabelecer contactos com outros países e culturas em saudáveis convívios. Tornou-se Modalidade de Demonstração nos Jogos Olímpicos de Seoul em 1988, mantendo o mesmo estatuto em 1992 nos Jogos de Barcelona. Após uma ausência nos Jogos Olímpicos de Atlanta em 1996, tornou-se uma das duas novas modalidades oficiais nos Jogos Olímpicos de Sidney 2000, juntamente com o Triatlo.
OS PRINCÍPIOS DO TAEKWONDO

Cortesia (Ye ui)
Cortesia significa respeito, educação, simpatia. Devemos em todos os nossos actos procurar não ofender os outros com palavras ou actos. Acima de tudo devemos de respeitar tudo e todos e, fundamentalmente a nós mesmos. Para isso devemos conhecer-nos primeiro. Sem reflectirmos sobre os nossos objectivos ou sobre o que pretendemos ser como indivíduo em sociedade, nunca nos podemos respeitar e, como consequência, nunca conseguiremos respeitar os outros na sua plenitude .

Integridade (Yom chi)
Ser integro é ser honesto. É assumir as nossas falhas como nossos erros e trabalhar para que estes não voltem a acontecer. É não mentir. É dizer as nossas opiniões mesmo que estas sejam contra a maioria. Nunca devemos de abdicar dos nossos princípios em função de outros interesses.

Perseverança (In nae)
Força de vontade é sem dúvida uma grande fonte de energia que um praticante de TAEKWONDO deve ter. Ultrapassar com sucesso os diferentes desafios que a vida nos apresenta e atingir todos os nossos objectivos e os objectivos dos grupos a que pertencemos requer muita determinação e muita perseverança.

Auto Domínio (JahJeh)
A consciência que cada indivíduo possui de si mesmo e o domínio dos seus actos fazem dele um Homem que vive em sociedade. Possuir a capacidade de se "colocar no lugar do outro" é sem dúvida uma prova de auto domínio. Os nossos actos devem sempre ser ponderados antes de agir e devemos sempre procurar "manter a calma" nos momentos mais difíceis.

Espírito Indomável (Baekjool)
Devemos sempre querer mais. Mais cultura, mais amizades, mais TAEKWONDO. Nunca devemos limitar o nosso conhecimento. Com os conhecimentos adquiridos iremos ultrapassar dificuldades maiores, novos desafios e teremos novos resultados. Com todo este novo conhecimento aumentaremos a nossa auto confiança e teremos cada vez mais um maior "BaekJool".