quinta-feira, 26 de maio de 2011

Lutas: Kung Fu

Voltando da pausa, hoje continuaremos a série de lutas, conheça kung fu.Hoje daremos uma introdução e logo postaremos sobre os estilos.

O Kung-Fu é originário da China e nasceu da necessidade  de sobrevivência dos antepassados na luta contra animais ferozes e contra inimigos.
Conta a lenda que certa vez, um monge chinês -Ta Mo - subiu numa montanha e se pôs a contemplar o movimento dos animais, as posições que tomavam para a luta e a maneira como se defendiam dos ataques. Observando tais movimentos, desenvolveu um trabalho de adaptação desses animais para  o homem,  estruturando-os de acordo com as possibilidades físicas do homem. Assim nasceu o Kung-Fu, como chamam os ocidentais esta luta chinesa.
Esta arte marcial milenar vem orientando as pessoas, bem como ajudando os jovens a se direcionarem em disciplina, respeito com os colegas.
De um modo geral, estrutura o corpo físico, em combinação com a mente, extravasando as ansiedades, angústias e stresses acumulados no dia a dia, fortalecendo-os.
Pode ser praticado por adultos e crianças de ambos os sexos.
Combina-se ginástica completa de todo o corpo, bem como movimentos, denominados Katis, onde compila-se, em sequências baseadas em movimentos de animais, mãos e pernas.
Decorrentes das observações dos ataques dos animais, de onde originou-se o Kung-fu, surgiram os vários estilos praticados no mundo, conseqüentes das mutações e adaptações para o ocidente.
Hoje a realidade brasileira mostra uma arte marcial chinesa (Kung-fu), voltada para o bem estar físico e mental do praticante. Não há para o seguidor, na medida em que passa a conhecer o fundamento da doutrina, aspirações de ser um "lutador profissional", seu treinamento é voltado para o relaxamento da mente e o desenvolvimento corpóreo, atribuindo-lhe saúde e bem estar.
     O Estilo que praticamos, FEI HOK PHAI, que em chinês significa Estilo da Garça em Vôo, mescla movimentos de leopardo, garça, macaco, serpente, entre outros, todos voltados, pela seqüência de seus movimentos, para a saúde física do praticante. Cada um desses seguimentos, à medida que aprofunda-se em seu treinamento, proporciona diferente exercício para o estudante: movimento do macaco - fortalecimento dos membros inferiores; movimento da garça - fortalecimento dos punhos.
Essa é a doutrina a dotada pelo Kung-Fu no Brasil: fortalecimento do corpo e da mente com disciplina e saúde.
Benefícios
Controle Físico: desenvolvimento da coordenação motora, força, resistência flexibilidade, velocidade, ritmo, auxiliando no crescimento e ainda controle do aumento e diminuição do peso.
Controle Emocional e Mental: proporciona maior segurança, tranquilidade e controle das ações, desenvolvimento do raciocínio, os reflexos, maior atenção e concentração mental.
Defesa Pessoal: muito rico em técnicas de defesas diversas, incluindo variadas técnicas de ataque que por sua vez só deverá ser usada, em último recurso.
Filosofia a Ser Seguida Pelos Praticantes de Artes Marciais
CHI - Firme de caráter
Desenvolver responsabilidade, sinceridade, honestidade e serenidade para viver em paz, conhecer a si próprio, estabelecendo objetivos e prioridade.
HEI - Desprendido de valores
Ser fiel e amigo, estando sempre disposto a ajudar os companheiros na amizade.
JUNG - Corajoso e heróico
Auxiliar os fracos e combater os abusos, com absoluta isenção de discriminação, ajudar sempre aos necessitados e oprimidos, através da justiça, em harmonia com a força.
WAI - Ativo em todos os empreendimentos
Usar da inteligência, raciocínio e disciplina para manter uma postura ativa, oportuna e responsável. Não se moldar aos aspectos das mentes de outras pessoas e estar sempre disposto ao aprimoramento do raciocínio, sendo sempre assíduo e pontual, não usar meios ilícitos e abusar da ganância para obter a riqueza e valores morais, visto que o essencial da vida é ter saúde, amigos e felicidade

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Dia do Desafio.

Interrompendo um pouco a série de matérias sobre Lutas. Vamos falar um evento que acontece hoje, todos os anos, acontece o Dia do Desafio. Você já participou?

                                                                                   História
  O Dia do Desafio  ( Challenge Day ) é um evento que tem mobilizado milhares de pessoas em torno de um objetivo comum: o combate ao sedentarismo. Criado no Canadá em 1983, o Challenge Day vem sendo difundido mundialmente pela TAFISA - entidade alemã de promoção do esporte para todos - e realizado no Brasil desde 1995, sob a coordenação geral do Sesc São Paulo.
  Em 1997, o Sesc Paraná  coordenou pela primeira vez o evento no Estado com a participação de duas cidades: Londrina e Ponta Grossa que mobilizaram respectivamente 20,71% e 30,66% dos habitantes, totalizando 172.914 atendimentos. Em 2002, 11 cidades participaram, contabilizando 545.490 atendimentos, com destaque para Santa Mariana que mobilizou 89,56% de sua população.
  Em 2003, o Continente Americano participou com 24 países e 1502 cidades. No Brasil, foram inscritos 14 estados e 753 cidades, sendo 45 do Paraná, incluindo a estréia da Capital do Estado, Curitiba. As atividades na Capital são coordenadas pelo Sesc Paraná  com o apoio de várias empresas, escolas, universidades, instituições e da comunidade em geral. E nas outras cidades, a coordenação fica sob a responsabilidade do Sesc da Região, em parceria com as Prefeituras e Secretarias Municipais, empresas e instituições .

O que é
    Realizado sempre na última quarta-feira de maio, o Dia do Desafio propõe que as pessoas interrompam a rotina e pratiquem 15 minutos de atividade física.
     Nesse dia, cidades do mesmo porte estabelecem uma competição para tentar envolver nas atividades a maior porcentagem de pessoas, em relação ao total de habitantes.
     É uma disputa amigável, que estimula a participação. No desafio, os vencedores são os cidadãos que, além do corpo, exercitam a integração, a criatividade, a liderança, o espírito comunitário e começam a compreender a importância de fazer da atividade física um hábito para os outros dias do ano.

   A população pode participar individualmente ou em grupo, independente da idade ou da condição física. Qualquer atividade física é válida!

terça-feira, 24 de maio de 2011

Lutas: Greco-Romana ou Luta Olímpica


           A REVOLUÇÃO SILENCIOSA

          Embora silenciosa, está acontecendo uma verdadeira revolução nessa modalidade em nosso país. E não será surpresa se tivermos pódio olímpico em um ou dois ciclos.
          Os nossos representantes têm feito bonito no cenário internacional, obtendo mais resultados nos últimos dois anos no Campeonato Pan-americano da modalidade do que nos trinta anos anteriores. Em agosto       
de 2006, obtivemos a histórica primeira medalha brasileira em campeonatos mundiais com a atleta Aline Ferreira, que sagrou-se vice-campeã mundial Júnior na cidade da Guatemala, pondo-se à frente de países tradicionalíssimos na modalidade, como Rússia e Estados Unidos.
          Realizamos no mês de maio de 2006 testes até então inéditos no Brasil dentro dessa modalidade, com a Universidade Católica de Brasília. No entanto, até o presente momento, a Universidade não disponibilizou os resultados que poderão iniciar, de fato, a cientificidade do treinamento de alto rendimento nessa modalidade em nosso país.
          Considerando o potencial de retorno de medalhas, não há comparação com nenhuma das modalidades coletivas. Essas renderão, se tiverem êxito no torneio, somente uma única medalha, ou seja, todo o investimento em uma equipe de handebol, futebol, vôlei ou basquete, por exemplo, será para se obter como produto final uma única medalha ao país. É um investimento altíssimo para um retorno apenas modesto. Países que tem um grande desempenho nos jogos apóiam, sobretudo, modalidades individuais: lutas, atletismo, natação, ginástica, dentre outros. Indubitavelmente, as modalidades individuais têm um potencial de retorno muito maior, proporcionalmente ao investimento muito menor, se considerada a estrutura necessária para a conquista de cada medalha ao país.
          Os Jogos Pan-americanos, evento que por si mesmo trará um grande retorno de todas as mídias televisivas e impressas, com um vulto quase incalculável de retorno em publicidade aos patrocinadores, ainda não despertou o total interesse do empresariado, que desconhece os estudos apontando a modalidade de Luta Olímpica como sendo um dos mais promissores investimentos para o Rio 2007.
          Em 2001, o Comitê Olímpico Brasileiro descredenciou a antiga Confederação Brasileira de Luta Olímpica e foi fundada, pelo professor Pedro Gama Filho e pelo Professor Gilberto Arbués, a Confederação Brasileira de Lutas Associadas, hoje com quatorze federações estaduais constituídas e com um crescente número de filiados.
          Criou-se a Federação Universitária de Luta Olímpica, com um excelente trabalho de Miltom Bastos. No Estado de São Paulo, a modalidade foi esporte de demonstração nos Jogos Abertos do Interior, no ano de 2004, e em 2005 tornou-se modalidade oficial desse que é o principal evento esportivo do interior do estado mais rico da Federação. De fato, isso representa um grande feito, já que, se o pleito de inclusão houvesse sido rejeitado, seriam necessários, pelo menos, mais dez anos de espera para se realizar um novo requerimento de inclusão.
          Inclusão, aliás, é o que faz dessa modalidade algo tão peculiar no universo das atividades motoras conhecidas. A maturação técnica de um atleta pode ser chamada realmente de temporã, pois a vivência motora necessária para a realização de gestos técnicos mais apurados resume-se a cerca de um quinto do tempo necessário na modalidade de judô, por exemplo. Isso se deve, em parte, à ausência de quimonos, que não só barateia os custos de adesão, pois o uniforme de treino é o mesmo que a criança joga futebol (um calção e uma camiseta), como suprime severas fases compulsórias da vivência de pegadas, por exemplo.
          As diversas categorias de peso admitem todos os biotipos: desde o garoto mais gordinho até o magricela aparentemente desengonçado.
          Estudo realizado pelo Centro de Traumatologia do Esporte (CETE), da Universidade Federal de São Paulo, em 2002, e divulgado pela rede CENESP no Congresso Internacional de São Paulo, em 2003, mostra que o número de lesões dos praticantes de lutas é muitíssimo menor do que no basquete, por exemplo, que tem 67,8 lesões por cada mil praticantes contra apenas 6,5 das lutas.
          PROJEÇÃO NACIONAL
          Os números da modalidade são, no mínimo, impressionantes.
          Há pouco mais de seis anos, o conhecimento que tínhamos da modalidade Olímpica chamada de greco-romana era algo menos que laico (para usar de eufemismo mesmo).
          No dia 14 de março de 2005, o Jornal O Estado de São Paulo dedicou uma página inteira sobre a Luta Olímpica.
          A Bombril apóia, até os Jogos de 2007, duas atletas da Luta no projeto “Mulheres que fazem o Brasil Brilhar”.
          A Band Sport dedicou cerca de 300 minutos de sua programação em apenas seis meses em cobertura de eventos da luta.
          A maior emissora de TV do país, a rede Globo (TV Vanguarda) pretende dedicar cerca de seis horas de sua programação à modalidade de Luta Olímpica no próximo dia 25 de novembro visando a divulgação dos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro em 2007.
          Não é debalde que essas empresas já atentaram para o potencial incrível da modalidade de Luta Olímpica. Sabemos que para isso é fundamental toda uma mudança na visão estreita que temos de nossos saberes. A nossa visão é curta por conta de nossos olhos que tendem a circunscrever para si mesmos um horizonte restrito daquilo que, em seu padrão, acredita ser a fronteira final.
          Em se tratando de política nacional de apoio e difusão ao esporte, o termo “Luta Olímpica” é muito mais que um homônimo ou uma paráfrase, trata-se de uma luta que vai muito além do eterno combate entre atividade física versus atividade intelectual, atividade lúdica versus atividade competitiva, apoio à cultura versus apoio ao esporte (diga-se de passagem que a lei Rouanet destina até 4% de renúncia fiscal ao imposto contra apenas 1% para projetos que apóiem a criança e o adolescente, fazendo com que a política de apoio ao esporte valha nada mais do que um quarto do que vale a cultura).
          Há ainda o problema de políticas do governo que revelam-se declaradamente discriminatórias. A Petrobrás, por exemplo, divulga em seu site que em sua política de apoio às modalidades esportivas excluem-se as lutas e artes marciais, mostrando um total desconhecimento da natureza pacífica e conciliadora dessas modalidades que nada tem a ver com arte de guerra (marcial, de “Marte” o deus romano da Guerra), mas trata-se de uma expressão cultural presente na cultura de todos os povos. Lembrando que os Gregos, criadores da Luta, são os mesmos gregos criadores da “Ética”, da “cidadania” dentre inúmeras contribuições conceituais e estruturais que vêm desde os radicais gregos em nossa riquíssima língua portuguesa, até conceitos mais do que assimilados por nossa cultura.

Joanílson Rodrigues

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Lutas: Taekwondo


O Taekwondo tem a sua origem na Coreia há mais de dois mil anos e faz parte da cultura deste país. Com o fim da II Guerra Mundial, um grupo de Mestres Coreanos juntou-se para unificar as diversas artes de combate, criando um estilo único de luta com os pés e as mãos a que deram o nome de Tae (pontapear) Kwon (punho) Do (o caminho da arte); no seu conjunto significa “a arte de pontapear e socar”. No princípio dos anos 60, os soldados e a polícia coreana adoptaram a arte na sua formação. A fama desta arte ultrapassaria então fronteiras. O Taekwondo seria conhecido pelas suas técnicas de combate, espectaculares e de elevado grau de dificuldade, cuja técnica de disciplina mental conferia aos seus praticantes enorme auto confiança e elevadas vantagens sobre os seus oponentes. Veio a ser introduzida na Europa por Mestres Coreanos imigrados. Mais de 50 milhões de pessoas em cerca de 160 países praticam actualmente esta arte, e outros países começaram já a desafiar o tradicional domínio da Coreia do Sul em competições internacionais. Em Portugal existem cerca de 14.000 praticantes, encontrando-se em fase acelerada de crescimento, estando organizados na Federação Portuguesa de Taekwondo, instituição de Utilidade Pública.
            Taekwondo nos Jogos Olimpicos
Em 1973, o Taekwondo alcança a sua primeira grande realização internacional: O Campeonato do Mundo. Daí para cá tem estabelecido um calendário regular de Campeonatos Nacionais, Campeonatos da Europa e Campeonatos do Mundo, além de inúmeros Torneios, que possibilitam aos atletas mais empenhados, estabelecer contactos com outros países e culturas em saudáveis convívios. Tornou-se Modalidade de Demonstração nos Jogos Olímpicos de Seoul em 1988, mantendo o mesmo estatuto em 1992 nos Jogos de Barcelona. Após uma ausência nos Jogos Olímpicos de Atlanta em 1996, tornou-se uma das duas novas modalidades oficiais nos Jogos Olímpicos de Sidney 2000, juntamente com o Triatlo.
OS PRINCÍPIOS DO TAEKWONDO

Cortesia (Ye ui)
Cortesia significa respeito, educação, simpatia. Devemos em todos os nossos actos procurar não ofender os outros com palavras ou actos. Acima de tudo devemos de respeitar tudo e todos e, fundamentalmente a nós mesmos. Para isso devemos conhecer-nos primeiro. Sem reflectirmos sobre os nossos objectivos ou sobre o que pretendemos ser como indivíduo em sociedade, nunca nos podemos respeitar e, como consequência, nunca conseguiremos respeitar os outros na sua plenitude .

Integridade (Yom chi)
Ser integro é ser honesto. É assumir as nossas falhas como nossos erros e trabalhar para que estes não voltem a acontecer. É não mentir. É dizer as nossas opiniões mesmo que estas sejam contra a maioria. Nunca devemos de abdicar dos nossos princípios em função de outros interesses.

Perseverança (In nae)
Força de vontade é sem dúvida uma grande fonte de energia que um praticante de TAEKWONDO deve ter. Ultrapassar com sucesso os diferentes desafios que a vida nos apresenta e atingir todos os nossos objectivos e os objectivos dos grupos a que pertencemos requer muita determinação e muita perseverança.

Auto Domínio (JahJeh)
A consciência que cada indivíduo possui de si mesmo e o domínio dos seus actos fazem dele um Homem que vive em sociedade. Possuir a capacidade de se "colocar no lugar do outro" é sem dúvida uma prova de auto domínio. Os nossos actos devem sempre ser ponderados antes de agir e devemos sempre procurar "manter a calma" nos momentos mais difíceis.

Espírito Indomável (Baekjool)
Devemos sempre querer mais. Mais cultura, mais amizades, mais TAEKWONDO. Nunca devemos limitar o nosso conhecimento. Com os conhecimentos adquiridos iremos ultrapassar dificuldades maiores, novos desafios e teremos novos resultados. Com todo este novo conhecimento aumentaremos a nossa auto confiança e teremos cada vez mais um maior "BaekJool".

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Lutas: Krav Magá

Continuando, mais um trecho dessa incrivel Arte da Defesa pessoal, o Krav Magá. Algumas técnicas especias:

A utilização do bastão no Krav Maga começou já no início da década de 40, pelos grupos de defesa que lutavam pela independência do estado de Israel.  O uso de armas de fogo era proibido pelo mandato britânico que dominava a região nesta época, o que transformou o bastão em instrumento de defesa.
Diante deste quadro, foi criado no Krav Maga uma ramificação específica para o uso de bastão; técnicas de ataque e defesa para todas as circunstâncias; ataque desarmado contra bastão; bastão contra bastão; bastão contra fuzil e outros.
Na época, este conjunto específico de técnicas dos segredos do bastão dentro do Krav Maga foi chamado popularmente de "Kapap" . Os anos passaram e com a independência do estado de Israel, os bastões foram trocados por metralhadoras e os mesmos exercícios de bastão foram adaptados para o uso de fuzil. Em meados da década de 70, até o final da década de 80, o bastão reapareceria, desta vez nas mãos de cidadãos civis israelenses que precisavam se defender de terroristas armados com facas e armas de fogo pelas ruas que costumavam parar os carros nas estradas e matar os motoristas e todos os passageiros. Os cidadãos passaram a andar com cassetetes, bastões e até mesmo tacos de beisebol dentro dos carros.  
Era a volta da época do "Kapap". Por mais estranho que isso possa parecer, dada a sofisticação das armas de fogo atuais, o bastão ainda é eficiente em várias situações do nosso dia-a-dia. Sua figura ainda intimida agressores, pois ainda apresenta a imagem de força e poder nas mãos do usuário.
A Técnica de Uso de Bastão
A técnica do Krav Maga para a utilização de bastão foi elaborada com os mesmos princípios que deram base à criação da arte, o corpo humano, as leis da física, a objetividade e eficácia do golpe, a segurança do usuário e a simplicidade dos movimentos, tudo sendo acessível e eficiente para qualquer pessoa. As técnicas de bastão foram divididas em três fases.  
Na primeira se aprende a defesa de ataque de bastão vindo de toda e qualquer direção, estando a vítima de mãos nuas, sentado, deitado ou de pé.
Na segunda fase, já com o bastão nas mãos, se aprende como atacar e adquire-se intimidade com a arma, onde corpo e instrumento se integram e o bastão passa a ser uma extensão do braço. Aprende-se então como aumentar a resistência deste membro quando for necessário defender-se.  
A terceira fase é dedicada ao combate bastão contra bastão e o combate com o auxílio de bastão. Com base na física, os movimentos de ataque e defesa levam em consideração as linhas de força, como ela é transmitida, como absorver a força e o impacto na defesa e como aumentar o impacto no alvo a ser atingido. Seu comprimento é estudado para encurtar a distância no ataque e ampliar a área de defesa quando necessário, dirigindo o impacto sofrido para longe do corpo.
Estas técnicas se duplicam, dada a utilização de dois tipos de bastão: o curto, com cerca de 60cm, e o longo, variando de um metro a um metro e vinte, cada um com suas características próprias.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Lutas: Krav Magá

Então Continuando os posts sobre Krav Magá. Hoje falaremos sobre a filosofia dessa arte de defesa pessoal.


O Krav Maga é uma arte na essência da palavra, pois transmite ao praticante idéias e sentimentos. Ele cria um caminho de vida competitivo, onde o aluno compete consigo mesmo e alcança suas metas por si só. O treinamento estimula a vontade de se superar; não só fisicamente, mas em todos os aspectos do ser humano.
É uma arte eminentemente prática que, através do trabalho corporal, atinge a mente, o intelecto e a espiritualidade. É empírica por trabalhar o corpo para então atingir a mente. O Krav Magá não diz verdades teoricamente, ele estimula a busca individual. Uma das metas principais é a conquista da autoconfiança.
É uma arte de defesa pessoal. Definir defesa pessoal como a maneira de se defender de um ataque é não dar o devido valor ao seu significado. Aprende-se defesa pessoal, primeiro porque qualquer ser vivo precisa saber se defender de uma agressão física; e, em segundo lugar , pela consciência dos benefícios que este saber traz. O não sentir-se ameaçado (fisicamente ou não), o sentir-se capaz, acreditar em si mesmo, a luta pela superação pessoal, o desafio de se impor objetivos e transpor barreiras, além do aspecto do aumento de preparo físico, levam ao aprendiz de defesa pessoal a uma vida mais saudável, física e mental.
Para aqueles que, pelo motivo que for, acham que defesa pessoal não é uma atividade compatível com sua personalidade, saibam que desconhecê-la não irá livrá-los da violência - e nós vivemos em um mundo violento e hostil.
Mas o que é violência? A violência é algo com vida própria, não é como a fome que se acaba quando nos alimentamos, não a eliminamos ao saciá-la, pois ela se alimenta dela mesma, é um mal que sempre existiu e sempre existirá. Viver em paz e respeitando o próximo não o afasta da possibilidade de ser agredido; não existe vacina contra isso.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Lutas: Krav Magá

Você conhece Krav Magá ?

Krav Magá é uma luta, uma arte de defesa pessoal Israelense. Este post será dividido em 3 matérias, desde história, filosofia de luta e técnicas.
Vamos comçar pelo basico, a história do Krav Magá

Década de 1940: guerra, violência e morte. Era urgente o surgimento de um meio de se manter vivo. Os mais fortes, com um pouco de sorte, sobreviviam, os outros morriam. Fruto da necessidade básica de sobrevivência, o Krav Maga nasceu em meados dos anos 40 pelas mãos de Imi Lichtenfeld (Z"L) em Israel.
E foi a partir desta necessidade de lutar pela vida que um homem, Imi Lichtenfeld (Z"L), criou um método para sobreviver no meio de todo aquele horror. Percebeu que todas as técnicas de combates e lutas que existiam de nada valiam diante daquela realidade. E tendo como ferramenta apenas seu próprio corpo, como que iluminado, percebeu que esta "ferramenta" poderia ser muito poderosa; entendeu que seus movimentos naturais poderiam ser trabalhados para a defesa própria e combate e que os seus pontos fracos e sensíveis também o eram para seus inimigos e adversários, afinal, um corpo humano é um corpo humano. Com esta conclusão, que a nós parece óbvia, decidiu criar uma técnica corporal e espiritual que seria eficiente para qualquer um, independente de força ou preparo físico, idade ou sexo, defender sua vida com aquilo que possuía, sua mente e seu corpo.
Em meados de 1940, nasceu o Krav Maga pelas mãos de Imi Lichtenfeld (Z"L) em Israel, pouco antes de sua independência. Um caminho de vida para o homem dos novos tempos, que traz soluções para qualquer tipo de violência, seja ela armada ou desarmada e até mesmo contra ataques terroristas e situações com reféns. Como é possível? É possível pelo fato de seu princípio ser verdadeiro, inquestionável e incondicional, ele funciona para todos e em qualquer situação. Tendo como berço os movimentos de resistência de judeus da Europa durante a 2ª Guerra, se desenvolveu e amadureceu em Israel, sendo utilizado pelos grupos de defesa que ali existiam e, com a independência do Estado em 1948, tornou-se a filosofia de defesa adotada pelo Tzahal, serviço militar israelense, polícia e serviço secreto. No início era restrito apenas à elite militar, mas a partir de 1964 foi liberado o ensino aos militares em geral e à população civil dentro do Estado de Israel.
E foi neste momento que seu criador, com a preocupação de dar continuidade à sua obra transmitindo-a para o resto do mundo e para as próximas gerações, selecionou um pequeno grupo que seria treinado e preparado para este fim, do qual o Mestre Kobi é parte integrante. Em 1987, foi liberada a saída do Krav Maga para fora de Israel.
Vários países como EUA, Inglaterra e França solicitaram cursos que obtiveram grande sucesso e aceitação. Em 1990, o primeiro faixa preta saiu de Israel para difundir o Krav Maga; Mestre Kobi chega ao Brasil, como o único representante da arte na América do Sul.